A verdade das empresas está em jogo.

Como anda a sua?

20 de abril de 2017

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Cultura interna.
A verdadeira marca.

Ser verdadeiro.
Taí o desafio do momento.

Entramos de vez na era da informação: acessível, transparente e multiplicável.
Nos tornamos mais questionadores: com a política, com a publicidade, com nossas crenças.

Vivemos uma crise de credibilidade.
Ninguém confia em ninguém e as marcas estão em jogo.

Cá entre nós, pra ser de verdade é preciso coragem e maturidade.
A dura lição de assumir quem se é e buscar em suas raízes o que te torna único e verdadeiro é uma oportunidade para enxergar uma proposta de valor relevante. Uma história única: a sua.

Este é um exercício interno e necessário:
Você consegue entregar o que anda prometendo?

O que este momento tem nos revelado de melhor, é que a verdade de uma marca deveria ser o reflexo de uma cultura que existe internamente.

Hoje, todo o investimento gasto em uma campanha, comunicação ou posicionamento pode ser colocado por água abaixo em questão de segundos, por um dos ativos mais importantes deste processo: pessoas. A United Airlines tem sido mais um triste case desta situação. Não por acaso, conseguiu derreter R$2,5BI do valor de marca em 4 dias.

Já a Disney – sempre ela – tem nos ensinado há muito tempo que inspirar e empoderar colaboradores através de uma cultura forte, alinhada a um propósito e uma boa experiência vale mais que mil campanhas ou palavras.

A cultura começa com os colaboradores da marca.

Qual a verdadeira ideia por trás da sua marca?

Como ela inspira e mobiliza as pessoas?

Um bom exemplo atual e que tenho muito carinho é o da Lar Cooperativa Agroindustrial. Criada há mais de 50 anos em uma pequena cidade no sul do Paraná, hoje a cooperativa possui uma cadeia de produção integrada, que busca construir relações mais justas, fortalecendo e dando autossuficiência ao pequeno e médio produtor. Uma marca essencialmente cooperativista.

Recentemente, com a operação “Carne Fraca” a credibilidade das indústrias brasileiras de carnes foram mundialmente colocadas em cheque, influenciando consumidores e stakeholders.

Apesar de não envolvida no escândalo, a Lar passou por um momento peculiar em sua história, tendo suas mercadorias barradas pelo mercado internacional, um volume considerável, sendo que grande parte de sua produção destina-se ao mercado internacional.

É aí, em momentos como este, que uma marca com propósito claro e verdadeiro pode te ajudar.

Em uma série de vídeos com os próprios cooperados, a Lar mostrou a sua cultura interna e também o papel e importância de cada um neste processo, como diz seu Nilson: “alimentar o mundo afora” com sua história e valores.

Nilson e Celio dizem isso porque sabem que encontraram nessa empresa muito mais que uma troca comercial: encontraram um propósito.

 

 

Por entregar o que promete, a Lar conseguiu mostrar ao mundo o impacto da operação na vida de milhares de pessoas e ser menos abalada com a “Carne Fraca”, se reerguendo mais rápido no mercado, conquistando confiança junto aos seus stakeholders.

É preciso pensar grande.

As pessoas querem cada vez mais trabalhar no que acreditam, sentir parte de algo maior.

A busca por crenças, propósito e valores nunca esteve tão em alta. Trabalhar no que se acredita, no que faz sentido para si, hoje, é o que traz resultado. Aquele real, lá na ponta, o que constrói valor e a marca no dia a dia. Não quando é preciso.

As pessoas sabem realmente qual é o papel da sua marca? O que faz o coração dela pulsar e leva seus colaboradores e demais envolvidos a pulsarem no mesmo ritmo?

No mundo horizontal dos consumidores, a marca é inútil se apenas articular seu posicionamento, é preciso inspirar, ser único e verdadeiro. Conquistar a confiança.

Os desafios são grandes e o poder está na mão das pessoas.

Bem vindo à era da Verdade.
Onde somente a comunicação externa não basta.
É preciso falar e fazer.

O que você tem feito?

Tiago Rodrigues

Gerente de Estratégia e Design

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